Meu querido, Meu velho, Meu amigo

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Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo.

Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo.

Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo.

Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo.

Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos 

Reflexão

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Nós bebemos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais.
Ficamos acordados até muito mais tarde e acordamos muito cansados.
Lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos a nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos a lua, mas temos dificuldades em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores mas pouquissimas melhores.
Límpamos o ar mas poluímos a alma.
Dominamos o átomo mas não o nosso preconceito.
Escrevemos mais mas aprendemos menos.
Planejamos mais mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar, e não a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar informações, produzir mais cópias do que nunca.
Mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do "fast-food" e da digestão lenta.
Do homem grande, de caráter pequeno.
Lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cerebros ocos e das pílulas mágicas.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa mensagem a você e te permite dividir essa reflexão ou ignorar.

Fonte: George Carlin

Coração Solidário ao Rio

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Uma das melhores coisas que podemos fazer pelo nosso mundo e por nós mesmos é ajudarmos ao próximo. Ao ampararmos aqueles que estão em maior necessidade que nós neste momento, estamos criando uma rede que ampara toda a sociedade, a partir de nós próprios. Digo a partir de nós próprios pois quando falo que devemos ajudar aqueles que hoje estão em situação pior que a nossa, um dia nós poderemos ser aqueles que estarão no lugar do outro, e assim, mesmo que seja por um motivo egoísta, estaremos ajudando a a sociedade e a nós mesmos.

Quando nos desvincularmos completamente dos pensamentos individuais, onde nos colocamos sempre primeiro que o nosso próximo, nós não ajudaremos por nenhum tipo de pretensão de poder ser ajudado no futuro. Entretanto, se alguém já começa a ajudar, seja com qual intenção seja, pelo menos já é um bom começo.

E o meu conselho pessoal é, caso possa, evite doar apenas dinheiro, pois essa é a doação "mais fácil". Doe seu tempo, pois você sabe que o tempo que você dedica a uma casa de apoio aos mais carentes não pode ser mal utilizado pela administração, já que é você que o estará aplicando direta e integralmente onde você estiver trabalhando.

Missão cumprida: Coração Solidário ao Rio - Caminhão de doações entregue em Nitéroi em 20/04/10.



Lady Laura

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Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
E na hora do meu desespero
Gritar por você
Te pedir que me abrace
E me leve de volta pra casa
E me conte uma história bonita
E me faça dormir
 
Só queria ouvir sua voz
Me dizendo sorrindo
Aproveite o seu tempo
Você ainda é um menino
Apesar de distância e do tempo
Eu não posso esconder
Tudo isso eu às vezes preciso escutar de você

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Quantas vezes me sinto perdido
No meio da noite
Com problemas e angústias
Que só gente grande é que tem
Me afagando os cabelos
Você certamente diria
Amanhã de manhã você vai se sair muito bem

Quando eu era criança
Podia chorar nos seus braços
E ouvir tanta coisa bonita
Na minha aflição
Nos momentos alegres
Sentado ao seu lado, eu sorria
E, nas horas difíceis
Podia apertar sua mão

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
Muito embora você sempre acha que eu ainda sou
Toda vez que eu te abraço e te beijo
Sem nada dizer
Você diz tudo que eu preciso
Escutar de você....

Roberto Carlos

Força pela perda de sua mãe

Vocabulário da Vida

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Pequeno Dicionário para se entender mais profundamente o significado de algumas palavras muito importantes na vida de qualquer pessoa, explicado com o sentimento, sem a formalidade das regras gramaticais ou amarras filosóficas. Lindo demais !!!  

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
Amor ao Próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade: É quando agente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Carinho: É quando agente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo. 
Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos. 
Doutrinação: É quando agente conversa com o espírito colocando o coração em cada palavra. 
Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente, estando apressado, não reclama.
Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração. 
Evolução: É quando agente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
Filhos: É quando Deus entrega um jóia em nossas mãos e recomenda cuidá-la.
Fé: É quando agente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito. 
Fome: É quando o estomago manda um pedido para a boca e ela silencia. 
Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante. 
Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro. 
Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama. 
Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esqueçe de tirar. 
Maldade: É quando arrancamos as asas dos anjos que deveríamos ser. 
Morte: Quando dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade. 
Obsessor: É quando o Espirito adoece, manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele. 
Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia. 
Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.  
Perdão: É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.
Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece. 
Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz. 
Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo. 
Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio. 
Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.
Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas. 
Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra; geralmente pior. 

Livro: O homem que veio da Sombra
Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro 

Liderança e Solidariedade

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A menina ganhou um prêmio e foi cantar o Star Spangled Banner, hino dos EUA, no jogo da NBA. Vinte mil pessoas no estádio, ela afinadinha. Aí o braço treme, ela engasga, esquece a letra, deu branco! Treze anos, sozinha ali no meio. O PÚBLICO ESTUPEFATO ameaça uma VAIA...

Num repente, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a, e trazendo o público junto. Bonita CENA e o que é mais incrível... 

Só o técnico tomou a iniciativa de ir até lá para ajudar, enquanto os demais à volta dela só observavam estupefatos...

Mostra como uma atitude de liderança e solidariedade NA HORA CERTA, pode fazer uma grande diferença para ajudarmos um ser humano e mudar a história do JOGO da vida ...

Será que isso já não aconteceu em nossas vidas ? E a nossa atitude foi a do técnico Mo Cheeks ou da de todos que estão em volta, comum e de descaso ?

TEM GENTE QUE ESTÁ NO MUNDO PARA AJUDAR..... OUTROS PARA VAIAR

PENSE NISSO,
 

AGORA VEJA O FILME...

Utopia

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Quero voltar a confiar!  
Fui criada com princípios morais comuns: Quando eu era criança, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram pessoas dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto e respeito. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade e tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, da velha do saco, da bruxa do campão e dos filmes de terror. Os telefones tinham disco, discava-se para alguém e depois, punha-se o aparelho no gancho pois telefone tinha gancho e fio. Estamos falando de outro milênio, é verdade mas o século passado foi ontem e isso tudo acontecia há apenas 20 anos, não mais do que o espaço de uma geração.

Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos.
Por tudo o que meus filhos e netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem em tudo significa ser idiota.

Pagar dívidas em dia é ser tonto.
Anistia para corruptos e sonegadores.

Será que a vida ficou melhor?
Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.
Então por que engolimos o almoço?
Então por que estamos sempre atrasados?
Então por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?
Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo e evolução que ganhamos?  
 
O que aconteceu conosco? 
Professores maltratados nas salas de aula,
Comerciantes ameaçados por traficantes,
Grades em nossas janelas e portas de casa,
Vidros dos carros sempre fechados,
Sair anoite e brincar na rua como antigamente nem pensar.

Que valores são esses?
Automóveis que valem mais que abraços, 
Filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano.
Celulares nas mochilas de crianças.
O que mais vai querer em troca de um abraço?
Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa.
Mais vale uma maquiagem que um sorvete. 
Mais vale parecer do que ser…

Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! 
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
Quero a esperança, a alegria, a confiança!
Quero calar  a boca de quem diz:"temos que estar ao nível de", ao falar de uma pessoa.

Abaixo o  “TER”, viva o “SER”
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum
Quero voltar a ser “gente” e resgatar o "ser humano".

Utopia? Quem sabe ... Precisamos tentar !!!
Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

Fonte: Arnaldo Jabour